Saber Respirar Bem é Criar Saúde: 5 técnicas respiratórias para promover a saúde do corpo e da mente


A Respiração é o primeiro e último acto de vida e está presente em todos os momentos, sem que nos demos conta na maioria das vezes.

A Respiração é uma das formas mais directas de conduzir energia no Corpo.

Saber respirar, conhecer todas as suas variações e alcances dentro e fora do Corpo é algo que desaprendemos desde logo muito cedo na vida.

Nos primeiros anos da infância, aprendemos a conter as birras, as lágrimas, o choro "fácil" e o riso aberto para não parecermos "bebés" e nos portarmos bem; na adolescência, desapegamos-nos dos afectos para não parecermos " mariquinhas" ou " menina fácil" e deixamos que a vergonha e os medos se apoderarem dos corpos, fechando o peito e subindo os ombros, para passarmos mais despercebidos entre os colegas.

A Respiração começa a não ter nem o espaço nem o ritmo natural, encurtando e diminuindo a entrada e saída de ar e de circulação energética. E porque o mecanismo respiratório está profundamente ligado aos padrões emocionais, a partir daí, os bloqueios e as contracturas aparecem e a energia estagna em várias partes do corpo.

Mais tarde na vida, ainda de ombros encolhidos, a esses medo e às vergonhas soma-se a intensa rotina e o stress com que quase todos nós lidamos nos dias de hoje.

As dores no pescoço e nas costas aparecem naturalmente, muito em virtude de um estilo de vida que está longe de ser o ideal para a saúde, mas sobretudo porque a respiração deixou de funcionar como um sistema de ventilação e de energia perfeita que consegue dar ao corpo um estado natural de bem estar.

A Respiração, ou melhor, saber respirar bem em toda a sua amplitude e ritmo próprios, está assim directamente ligada à nossa saúde, pois permite-nos de um modo muito orgânico e directo fazer a gestão ideal de energia corporal.

E uma respiração completa fisiológica é aquela que consegue expandir e movimentar várias cinturas articulares ao longo da nossa coluna, trabalhando sistemas musculares profundos e integrados em longas cadeias que permitem levar a energia a todo o lado.

Se a nossa respiração não é completa na sua amplitude e alcance, e se com isto acrescentarmos um estilo de vida onde não há horas para descanso, nem pausa para comer com qualidade, as dores nas omoplatas, as contraturas na base do pescoço, a sensação de queimadura no peito, a rigidez pélvica ou a imobilidade da grelha torácica podem ser fenómenos cada vez mais frequentes e que, naturalmente poderão desencadear outro tipo de patologias associadas, porque nada está em equilíbrio.

Há muitas técnicas de ginástica respiratória.

Aqui, apresentamos 5 propostas muito fáceis:

1. OBSERVAR A RESPIRAÇÃO: a forma mais simples é aquela em que naturalmente procuramos perceber até onde é que vai a nossa respiração, qual a sua profundidade e alcance; a partir daí procurar dar mais profundidade e lentidão no "vai e vem" respiratório

Feche os olhos e aperceba-se qual a amplitude e profundidade da respiração.

2. ORIENTAR A RESPIRAÇÃO: uma outra forma de canalizar energia pela respiração a zonas do corpo " estagnadas" ( por exemplo, dor nos ombro ou no meio do peito)

Feche os olhos e simplesmente imagine que as narinas estão nesse local; procure aumentar mentalmente a sua capacidade de abastecer a zona de oxigénio ou energia, relaxando os tecidos e libertando a dor.

3. FAZER RESPIRAR TODAS AS CÉLULAS DO CORPO: esta é uma das formas mais relaxantes e muito usada em programas de meditação activa; seguindo a orientação da proposta anterior, imagine que o oxigénio se espalha por todo o corpo, alimentando até a célula mais pequenina e profunda;

4. DAR UMA COR À RESPIRAÇÃO: depois de escolher uma zona do corpo específica para trabalhar e de se focar nela, tal como explicado na proposta anterior, procure sentir uma "cor" associada à dor e outra "cor" associada à respiração; a ideia é transmutar a "cor da dor" para a "cor da respiração";

5. CAPTAR UMA MENSAGEM: à medida que trabalhamos a respiração consciente e que apuramos o sentido intuitivo, é natural que comecem a surgir imagens, sensações, histórias antigas, mensagens e afins sobre o que estará por detrás do bloqueio; hoje em dia, esta técnica está amplamente difundida em psicoterapia, especialmente na chamada libertação somática e com resultados incríveis;

Todas as 5 técnicas exigem total disponibilidade de tempo para si ( bastam uns minutos) e total abertura para o fazer ( em especial na última).

Tal como um músculo, a consciência respiratória precisa de treino e disciplina regular, pelo que aconselha-se sempre a sua realização em contexto orientado, como aulas de Yoga, Pilates e Meditação Guiada.

Respirar bem é criar saúde do corpo e da mente!

Marta Conceição, The Element Studio

mecanismo respiratório está profundamente ligado aos padrões emocionais, a partir daí, os bloqueios e as contracturas aparecem e a energia estagna em várias partes do corpo.


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