Respiração: o Maior Aliado contra o Stress


A Respiração é o primeiro e último acto de vida e está presente em todos os momentos, sem que nos demos conta na maioria das vezes.

A Respiração é uma das formas mais directas de conduzir energia no Corpo.

Saber respirar, conhecer todas as suas variações e alcances dentro e fora do Corpo é algo que desaprendemos desde logo muito cedo na vida.

Nos primeiros anos da infância, aprendemos a conter as birras, as lágrimas, o choro "fácil" e o riso aberto para não parecermos "bebés" e nos portarmos bem; na adolescência, desapegamos-nos dos afectos para não parecermos " mariquinhas" ou " menina fácil" e deixamos que a vergonha e os medos se apoderarem dos corpos, fechando o peito e subindo os ombros, para passarmos mais despercebidos entre os colegas.

A Respiração começa a não ter nem o espaço nem o ritmo natural, encurtando e diminuindo a entrada e saída de ar e de circulação energética. E porque o mecanismo respiratório está profundamente ligado aos padrões emocionais, a partir daí, os bloqueios e as contracturas aparecem e a energia estagna em várias partes do corpo.

Mais tarde na vida, ainda de ombros encolhidos, a esses medo e às vergonhas soma-se a intensa rotina e o stress com que quase todos nós lidamos nos dias de hoje.

As dores no pescoço e nas costas aparecem naturalmente, muito em virtude de um estilo de vida que está longe de ser o ideal para a saúde, mas sobretudo porque a respiração deixou de funcionar como um sistema de ventilação e de energia perfeita que consegue dar ao corpo um estado natural de bem estar.

A Respiração, ou melhor, saber respirar bem em toda a sua amplitude e ritmo próprio, está assim directamente ligada à nossa saúde, pois permite-nos de um modo muito orgânico e directo fazer a gestão ideal de energia corporal. E uma respiração completa fisiológica é aquela que consegue expandir e movimentar várias cinturas articulares ao longo da nossa coluna, trabalhando sistemas musculares profundos e integrados em longas cadeias que permitem levar a energia a todo o lado.

Se a nossa respiração não é completa na sua amplitude e alcance, e se com isto acrescentarmos um estilo de vida onde não há horas para descanso, nem pausa para comer com qualidade, as dores nas omoplatas, as contraturas na base do pescoço, a sensação de queimadura no peito, a rigidez pélvica ou a imobilidade da grelha torácica podem ser fenómenos cada vez mais frequentes e que, naturalmente poderão desencadear outro tipo de patologias associadas, porque nada está em equilíbrio.

Há muitas técnicas de ginástica respiratória. A mais simples é aquela em que naturalmente procuramos perceber até onde é que vai a nossa respiração, qual a sua profundidade e alcance; a partir daí procurar dar mais profundidade e lentidão no "vai e vém" respiratório.

Uma outra forma de canalizar energia pela respiração a zonas do corpo " estagnadas" ( por exemplo, dor nos ombro ou no meio do peito) é simplesmente imaginar que as narinas estão nesse local e aumentar mentalmente a sua capacidade de abastecer a zona de oxigénio ou energia, relaxando os tecidos e libertando a dor.

Como tudo na vida, isto exige treino e tempo para vermos os resultados de bem-estar.

Mas, igualmente como todas as coisas simples da vida, as soluções estão dentro de nós e a consciência corporal, isto é, a redescoberta das naturais funções de equilíbrio e de auto cura do corpo, será uma das maiores ferramentas para a sáúde, num futuro breve.

Por isso, R E S P I R E...seja livre!

Marta Conceição, The Element Studio


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