"Sei que tenho de abrandar, mas nem sei por onde começar"


"Deixei de saber dizer que não, que não posso fazer mil e uma tarefas em simultâneo, que não consigo dar conta de tantas coisas, de comer uma refeição a horas, de fazer pausas enquanto atendo os doentes", Maria de Fátima, 42 anos, Enfermeira.

"Já não durmo, nem descanso o suficiente.  Não sei por onde começar, mas sei que tenho que abrandar, porque o meu corpo grita de dores, a cabeça já nem diz coisa com coisa", Ana Sofia, 38 anos, Professora.

"Mesmo que tente, não consigo parar. Vivo preocupada com o futuro dos meus filhos, que ainda vivem comigo, apesar de já terem quase 40 anos. É uma vida a cozinhar e a cuidar de muitos. Os ombros bem se queixam, mas quem é que fará o serviço de casa?", Deolinda, 64 anos, Doméstica.

" Trabalho 12 horas por dia a ver doentes, a ouvir queixas de todo o lado, a tentar encontrar alívio para os que me procuram. Não consigo suportar a ideia de parar, de me queixar, de abrandar. Isso seria dar parte fraca, uma falha para comigo própria", Filomena, 51 anos, Médica

" Tenho que estar online com o com os países do Extremo Oriente, o que implica que estar horas sem dormir, várias vezes durante a semana. Se não o fizer, não terei os resultados que projectei para este ano. Por vezes, até as pernas ficam "anestesiadas" de tantas horas ao computador. ", Filipa, 32 anos, Engenheira de Software

" Tenho dores insuportáveis na coluna e os joelhos. Mas o meu patrão quer que eu esteja na loja de saltos altos o dia inteiro, senão vai parecer mal para os clientes. A maior parte das vezes tomo analgésicos para aguentar as dores", Carla, 47 anos, Empregada de Balcão

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Estas são histórias reais, embora com nomes fictícios, de alunas que passam diariamente pelas nossas mãos, aqui no The Element Studio.

Há uma nova "epidemia" que está a crescer entre nós: a de um ritmo alucinante de trabalho e, pior ainda, a incapacidade de conseguir gerir o tempo e o espaço de qualidade.

Nos últimos anos, tem sido crescente a procura do método Pilates e do Yoga para dar alguma resposta a esta falta de energia e na melhoria do bem-estar, em especial no combate às dores pelas más posturas e pelo stress.

O Corpo faz uma leitura directa do nosso dia a dia. Ele não engana, não mente e é capaz de gritar bem alto até que nos apercebamos dele.

" O Corpo é que paga", já cantava o António Variações e é uma grande verdade.

Nada está desligado. Não há peças soltas entre o nosso corpo, a mente e o espírito.

Abrandar é um imperativo!

Ter tempo e espaço de qualidade é imperativo!

Ajustar horários e modelos de relações laborais é urgente!

É fundamental ter espaço para nós, ter prazer no trabalho e vida familiar.

É imprescindível mexer o corpo, para ter uma mente limpa e um espírito capaz de esticar as asas e voar bem longe...

Marta Conceição, The Element Studio


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